Pesquisadores debatem progresso da ciência em evento nacional

:: UFJF em 20/06/2017 12:06 ::

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Evento anual visa o debate e a difusão dos avanços científicos (Foto: jannoon028 / Freepik)

Desde o sinal de televisão que chega a nossas casas até os medicamentos que curam e previnem doenças, a ciência influencia com frequência o nosso cotidiano. Por ser nítido o papel da mesma para o avanço do ser humano, a comunidade científica vê a necessidade de mais políticas públicas que promovam a divulgação do que é feito nos laboratórios.

Para isto, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promove sua 69ª Reunião Anual, que visa o debate e a difusão dos avanços científicos.

O evento acontece em um estado diferente a cada ano, sendo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, a anfitriã de 2017. Durante o período de 16 a 22 de julho, se reunirão representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia com o intuito de analisar os avanços científicos nas diversas áreas do conhecimento e debater como andam as políticas públicas para a difusão da ciência e da tecnologia.

Participação da UFJF

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) marcará presença com a professora da Faculdade de Educação, Adriana Bruno, que participará de uma mesa redonda cujo o tema será as tecnologias móveis disruptivas. Estas, por sua vez, são compreendidas como tecnologias inovadoras que rompem com as já existentes. No caso das móveis, essa ideia é aplicada aos dispositivos móveis, à todas tecnologias de mobilidade e, especialmente, aos usos e transformações sociais decorrentes.

“Vivemos momentos de intensa transformação social, política, tecnológica, ideológica, entre outros. Este debate é muito importante porque estas tecnologias, têm modificado as formas de acesso e produção de informações e conhecimentos, de relacionamento e de fazer ciência”, ressalta Adriana. “No campo da educação, tais inovações implicam em mudanças importantes e nos convocam a refletir, debater e transformar ideias e práticas pedagógicas e científicas e, por conseguinte, rever as possibilidades de aprendizagem e produção do conhecimento.”

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Séries de TV como CSI, do campo da ciência forense, destacam a importância de profissionais da área científica (Foto: Shayne_ch13 / Freepik)

A professora do Departamento de Bioquímica, Valquiria Medeiros, também participará do evento, ministrando uma palestra junto à mestranda de Ciências Farmacêuticas, Nathalia Kelmer. Elas falarão sobre a ciência por trás da série dramática americana CSI, que retrata a resolução de crimes com o auxílio da ciência forense. Segundo elas, mesmo não representando fidedignamente uma investigação forense como, por exemplo, no aspecto do tempo para as análises, séries como essa contribuem muito para a divulgação científica, principalmente entre os jovens.

“Séries como o CSI, que tratam de investigação criminal, em especial no campo da ciência forense, destacam a importância de profissionais da área, como biólogos, químicos, físicos, entomologistas, legistas e entre outros profissionais”, aponta Nathalia. “Isso aproxima a população da ciência, apresentando ao público técnicas pertencentes às áreas das ciências biológica, química, genética, médica, dentre outras, em cada uma das análises realizadas durante os episódios.”

Evento

A SBPC foi criada em 1948 e, desde então, participa ativamente de debates sobre questões sobre os rumos das políticas de ciência e tecnologia, visando o melhoramento da educação no Brasil. Além da Reunião Anual, o SBPC promove publicações como o Jornal da Ciência, a revista Ciência e Cultura, o portal na internet e a edição de livros sobre temas diversos relacionados à ciência brasileira.

“Eventos como a 69ª Reunião Anual da SBPC são importantes para a divulgação científica por permitirem a popularização da ciência, pela participação de estudantes, professores do ensino fundamental e do médio, e a comunidade em geral”, afirma Valquiria. “Todos poderão, durante os dias do evento, ter acesso aos minicursos, oficinas e outras atividades relacionadas à ciência, o que pode ampliar seus conhecimentos e despertar, em especial, nos estudantes, o interesse pela ciência. Para os professores, espera-se que o evento possa oferecer novas idéias para o trabalho a ser realizado em sala de aula, conseqüentemente, tornando as aulas mais dinâmicas e curiosas para seus alunos.”

Para Adriana, é uma honra ser convidada para participar do evento e poder trocar e produzir conhecimento. “Será um grande oportunidade de divulgar as pesquisas desenvolvidas pelo por mim e pelo Grupo de Pesquisa Aprendizagem em Rede (Grupar), levando o nome da UFJF para este evento e socializando nossos estudos, investigações e proporcionando parcerias futuras.”

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