Descarte de provas, acusação reformada, supervalorização de delatores: a sentença do triplex

:: GGN em 13/07/2017 18:39 ::

Categoria:

Justiça

Cíntia Alves

Jornal GGN – Quem acompanha o processo há algum tempo e leu a sentença de 218 páginas que Sergio Moro proferiu contra Lula no caso triplex, na quarta (12), pode ter ficado com a ligeira impressão de que o juiz estava com o documento parcialmente pronto desde março passado, quando Lula prestou depoimento em Curitiba e negou a posse ou interesse em fechar a compra do imóvel da OAS.

Isso porque a espinha dorsal da decisão de Moro nada mais é do que o conjunto de provas indiciárias que o Ministério Público Federal fabricou durante a investigação.

Essas provas foram sintetizadas por Moro em 15 tópicos e o GGN os reproduziu aqui.

As mais de 5 horas do depoimento de Lula foram reduzidas a trechos selecionados a dedo por Moro, para valorizar os indícios levantados pela acusação e transformar a defesa em algo inconsistente. E as provas que chegaram na reta final do processo – como as que relacionam o triplex à Caixa Econômica Federal – receberam atenção mínima, ao passo em que delações e depoimentos sem prova documental correspondente foram supervalorizados.

Já no início da sentença, ao analisar as provas indiciárias (que incluem matéria de jornal, documentos rasurados e sem assinatura, cuja validade foi questionada por Lula), Moro deixa claro que nunca foi importante saber a quem o triplex pertence no papel e, por isso, todas as provas produzidas nesse sentido foram desprezadas.

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