Na esteira da reforma no Brasil, Macri ataca “indústria de ações” trabalhistas

:: El Pais em 17/07/2017 22:30 ::

Mauricio Macri quer menos processos trabalhistas. Atento às reclamações dos empresários, o presidente argentino defendeu publicamente o combate à “máfia” dos advogados e juízes que todo dia “deixam muita gente sem trabalho”. Os empregadores, disse ele na semana passada, não contratam funcionários porque muitas vezes temem que “seu esforço seja perdido por causa desses comportamentos mafiosos”. Macri atacou sobretudo as dezenas de milhares de ações abertas todos os anos, mais de 185.000 em 2016 somente na cidade de Buenos Aires.

Uma cifra 20% maior que a de 2015 e que dobra o total registrado há 10 anos. Ninguém diz isso em voz alta para evitar polêmica, já que há eleições legislativas em outubro, mas o pano de fundo da discussão é conhecido: a Argentina tem um poderoso sistema sindical, integrado por mais de 6.400 sindicatos, com leis trabalhistas herdadas do peronismo e vistas pelos empresários como a origem de todos os seus males. A aprovação da reforma trabalhista no Brasil, com normas mais restritivas para os trabalhadores e enfraquecimento dos sindicatos, deu impulso ao debate.

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