Temer se equilibra entre PSDB e centrão

:: Kennedy Alencar em 11/08/2017 21:31 ::

Surtiu efeito a pressão dos partidos do chamado centrão, grupo de legendas conservadoras que foi a âncora do salvamento do presidente Michel Temer na votação na Câmara que barrou a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o peemedebista. O centrão ameaçou não dar votos à reforma da Previdência se não tivesse seus pleitos por cargos atendidos.

O presidente está se equilibrando entre o PSDB e o centrão. Não demitiu ministros tucanos, mas está tomando cargos de segundo e terceiro escalão de deputados infiéis a fim de agradar aos aliados do centrão.

Mesmo assim, o governo sabe que hoje teria energia para aprovar uma reforma da Previdência desidratada, com foco na instituição da idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres.

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Flechada a caminho

A transferência de Lúcio Funaro da carceragem da Polícia Federal em Brasília para o presídio da Papuda (DF) é um indicador de que o doleiro concluiu os depoimentos da delação premiada que negociou com a Procuradoria Geral da República.

Integrantes do Ministério Público dizem que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar nas próximas duas semanas uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer e que a delação de Lúcio Funaro forneceu elementos novos.

Há quem diga que Janot pode apresentá-la já na semana que vem.

Hoje, Temer teria força para barrar nova denúncia na Câmara, mas a consistência da acusação será importante para medir a capacidade de resistência do presidente.

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