Adolescentes buscam saídas arriscadas contra o vazio e o tédio que sentem

:: Rosely Sayão em 28/03/2017 05:16 ::

Faz algum tempo que tenho conversado com jovens para tentar entender por que é tão grande o número dos que se sentem desencantados com a vida, sem ânimo e, acima de tudo, entediados e vazios. Leia mais (03/28/2017 – 02h00)

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Pais esquecem que filhos não entendem o mundo como adultos

:: Rosely Sayão em 21/03/2017 05:40 ::

Conversar com os filhos é uma atividade muito desejada pelos pais. Como nunca antes, o relacionamento estreito com os filhos e a abertura para que eles participem do que acontece na família tornaram-se ideais buscados com tenacidade pelos pais. Por trás desses elementos, há, quase sempre, a vontade de ter filhos felizes. Leia mais (03/21/2017 – 02h00)

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É preciso procurar ajuda profissional?

:: Rosely Sayão em 14/03/2017 05:16 ::

Uma Leitora está às voltas com a educação de dois filhos que estão em etapas diferentes da vida. O mais velho acabou de completar 15 anos e está na fase de oposição franca e aberta a tudo o que os pais dizem, pedem, orientam, mandam. A mais nova tem seis anos e entrou num período de ter medo de tudo: de ir para a escola, de dormir sozinha, do escuro etc. Leia mais (03/14/2017 – 02h00)

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Aviso

:: Rosely Sayão em 07/03/2017 05:27 ::

A colunista está em férias. Leia mais (03/07/2017 – 02h00)

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Aviso

:: Rosely Sayão em 28/02/2017 03:19 ::

A colunista está em férias. Leia mais (02/28/2017 – 02h00)

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O ensino das humanidades é essencial

:: Rosely Sayão em 21/02/2017 03:02 ::


“Precisamos ensinar virtudes e empatia aos mais novos. Precisamos ensinar virtudes e empatia aos mais novos”. Essa frase deveria funcionar como um mantra para todos os adultos que, direta ou indiretamente, convivem com crianças e jovens.
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Será bom ensinar aos filhos que um comportamento pode ser comprado?

:: Rosely Sayão em 14/02/2017 03:58 ::


Recebi uma longa mensagem de uma leitora e o assunto que ela pede para conversarmos pode interessar a muitas famílias. Ela contou que o marido e ela perderam o emprego nesta crise. Ele, porém, conseguiu retornar ao mercado rapidamente, mas recebendo honorários bem mais baixos do que antes.
Leia mais (02/14/2017 – 02h00)


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Dedicação costuma esconder vontade dos pais de satisfazer a si mesmos – Rosely Sayão

Opinião – 07/02/2017 03:57


Li na Folha, no último domingo, uma reportagem de Jairo Marques que nos contou que um jovem pai largou o emprego, investiu todas as suas economias e, com a ajuda de amigos, projetou uma cadeira de rodas para que a filha, de três anos, paraplégica, pudesse explorar o ambiente com mais liberdade.

Já não são muitos os adultos que se sacrificam pelos filhos. Você pode discordar, caro leitor, provavelmente porque conhece pais que trabalham em demasia para oferecer uma boa educação aos filhos –isso significa pagar a mensalidade cara de uma escola considerada boa– e para oferecer a eles o que eles próprios não tiveram.
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É preciso ensinar desde pequeno a contar com o imprevisível – Rosely Sayão

Opinião:

“Como ensinar aos filhos que a vida é incerta?”. Foi essa a pergunta de uma mãe que se deparou com uma intensa crise do filho. Ele, tendo planejado prestar vestibular, passar e cursar neste ano a faculdade que escolhera, ficou doente e não pôde comparecer ao exame.

Acontece que o jovem ficou inconformado por ter se dedicado durante o ano todo à sua meta: saiu pouco, estudou muito e sentia-se preparado para as provas. Por isso, entrou num desânimo total e está disposto a não fazer a mesma coisa neste ano. Considerei a questão interessante e por isso vamos conversar a esse respeito.

Se você pensar bem, caro leitor, vai perceber que temos agido de um modo que parece nos proteger de tudo o que é incerto, e temos passado isso aos mais novos. Usamos agenda, estabelecemos metas, planejamos o dia, a semana, o mês e assim por diante.

Em relação aos filhos, planejamos seu futuro acreditando piamente que o que fazemos hoje funcionará nas décadas próximas para eles. Achamos importante que tenham rotinas, hábitos, e que isso os ajudará a viver bem no futuro. É por isso que cobramos tanto deles que estudem e sejam bons alunos: para garantir um bom futuro para eles.

Acontece que a vida, principalmente no século 21, é uma grande aventura, inclusive em relação ao conhecimento. O que era considerado certo até outro dia, novos estudos mostram que não é mais. Isso significa que o conhecimento compreende sempre uma ilusão, mesmo que transitória. E como é o conhecimento que nos permite ler a realidade que nos circunda, nossa leitura também corre o risco de estar comprometida.

Viver como um equilibrista: talvez seja essa uma boa lição que podemos ensinar aos filhos. Para ser equilibrista, é preciso ter, ao mesmo tempo, coragem e precaução e, principalmente, contar com a imprevisibilidade.

É preciso também saber previamente que, mesmo tendo treinado muito, dedicado grande parte de seu tempo em busca do equilíbrio na corda bamba, um vento inesperado, um passo em falso ou um leve descontrole corporal pode levar à queda. Para não desistir, o equilibrista precisa de resiliência e de persistência.

Tudo isso precisamos ensinar aos filhos desde que eles são pequenos. Fazemos isso, em geral, nos primeiros anos de vida deles. Quando estão aprendendo a andar, por exemplo, incentivamos que continuem mesmo quando caem, não é? Estamos lá perto, encorajando, chamando, fazendo de tudo para que não desistam. Nesse momento, não podemos andar por eles!

Mas, aos poucos, à medida que crescem, temos a tendência de fazer por eles o que eles podem fazer sozinhos: em vez de encorajar e acolher nas frustrações que sofrem, buscamos estratégias para contorná-las; quando fracassam, mesmo tendo se dedicado, vamos em busca do bom resultado que deveria vir; quando enfrentam os imprevistos, fazemos de tudo para que eles não tenham efeitos na vida dos filhos.

Isso não é bom porque solidifica a ideia, para eles, de que na vida temos o controle de quase tudo e que não há lugar para os imprevistos, para as incertezas.

Pode ser uma boa ideia transmitir aos filhos que é possível que o improvável se realize mais do que o provável, e que precisamos saber esperar o inesperado, como diz Edgar Morin em seu livro “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”.


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Se adulto sente-se pressionado ao fazer uma prova, imagine uma criança – Rosely Sayão

Opinião:

Já que as férias da criançada estão chegando ao fim, quero convidar você, caro leitor, a refletir sobre alguns pontos da vida de nossas crianças. Ao final do ano passado, a coordenadora de uma escola conversou comigo a respeito do aumento do número de crianças com problemas emocionais no início do ensino fundamental.

Ela estava acompanhando, na época, duas crianças de nove anos que não conseguiam entrar na escola, mesmo chegando até lá, e que tinham crises que as faziam transpirar, tremer e ter taquicardia se a mãe ou a educadora escolar insistisse para que descessem do carro. Essas crises, que ela chamou de pânico, só aconteciam nos horários de ir para a escola, e ambas as crianças já estavam em tratamento psiquiátrico e psicológico.

Além dessas duas, ambas meninas, ela também falou de três meninos, entre oito e 10 anos, que passaram a fazer pequenas quantidades de xixi ou cocô nas calças. Em conversa com os pais desses meninos, eles contaram que, em casa, o fato também estava acontecendo e já haviam tentado diversas estratégias para resolver a questão, sem êxito algum.

Fiquei cismada, procurei professores e coordenadores e ouvi de todos a mesma coisa: em todas as salas havia pelo menos duas crianças com problemas emocionais. Por que será?

Vamos deixar de lado as questões pessoais e familiares de cada uma dessas crianças e tentar entender esse fenômeno de um modo geral.

As crianças estão sendo submetidas, cada vez mais precocemente, a provas, exames, avaliações de diversos tipos, e isso gera ansiedade, não é? Se um adulto, ao fazer uma prova, defesa de teste, entrevista de emprego ou qualquer coisa semelhante sente-se pressionado, ansioso, imagine, caro leitor, uma criança! Ela está em processo de formação e não tem ainda recursos pessoais para administrar sua ansiedade e, por isso, ela surge com algum sintoma, como nos casos citados.

Essa ansiedade que se manifesta em situações de avaliação é fruto da pressão tanto da escola quanto da família. Desta última principalmente, que quer, cada vez mais, filhos que sejam alunos exitosos e que gostem de estudar, pois acreditam que isso garantirá um futuro pessoal confortável. Não garante!

Nenhuma criança merece passar por provas antes dos dez anos! Algumas escolas já entenderam isso e suprimiram as provas nos primeiros anos da vida escolar. Além disso, nenhuma criança pode ser tratada como o adulto que deverá ser. Criança precisa ter vida de criança, e é justamente isso que pode ajudar no seu futuro.

Um outro ponto que precisa ser considerado, principalmente no caso das crianças com incontinência urinária, é o da cultura da instantaneidade em que elas estão sendo criadas. Tudo é para agora, para já, e os pais fazem o possível para que isso aconteça. Muitas crianças simplesmente não sabem esperar. Por nada. Nem pelo tempo para ir ao banheiro. Isso não é bom para elas.

Para viver é preciso coragem, paciência, perseverança e resiliência, entre outras coisas. Temos focado tanto, tanto no aprendizado dos conteúdos escolares pelos mais novos, que pouco tempo sobra para sua formação pessoal, como no caso das características descritas acima. Isso, sim, poderá afetar a vida deles no futuro! E não será para o seu bem.


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