Existem realmente paixões tristes?

:: Vladimir Safatle em 23/06/2017 04:06 ::

Há algumas dicotomias que parecem ter a força de atravessar o tempo e se imporem a nós com uma evidência inaudita. Em filosofia, conhecemos várias delas, assim como conhecemos suas maneiras de orientar o pensamento e as ações. Leia mais (06/23/2017 – 02h15)

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O cinismo é uma forma de racionalidade

:: Vladimir Safatle em 16/06/2017 03:04 ::

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Freud nos traz um relato no qual um homem, depois de cuidar por meses de seu pai doente que acabara de morrer, começa a sonhar que ele estava novamente em vida e que lhe falava normalmente. Esse sonho era vivenciado de forma extremamente dolorosa, já que o pai agia de maneira natural, mas a condição de não saber que estava morto. Ao produzir um sonho dessa natureza, o sujeito demonstrava estar preso em um tempo assombrado por mortos que não estavam enterrados, mortos que ocupavam o lugar dos vivos, repetindo cenas e rituais que não tinham mais sentido algum, pois cenas e rituais de um morto que luta por não querer saber.
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A anatomia dos acontecimentos

:: Vladimir Safatle em 09/06/2017 03:39 ::

“Na minha opinião, eles querem se libertar de toda a velharia e tornar-se disponíveis para algo de novo que ainda não sabem bem o que será. Não querem ser pegos de surpresa. Meu fotógrafo, por exemplo, recusa-se a se engajar, mas não é um amoral, um insensível, e eu o olho com simpatia; recusa-se a se engajar porque quer se manter disponível para algo que virá, que ainda não existe”. Este é o cineasta italiano Michelangelo Antonioni falando sobre Thomas, o fotógrafo de moda personagem de “Blow-up: Depois Daquele Beijo” (1966), um de seus mais conhecidos filmes e, certamente, um dos mais importantes filmes da história do cinema. Leia mais (06/09/2017 – 02h50)

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Em 2017, não é possível achar que drogaditos não devam ter autonomia

:: Vladimir Safatle em 02/06/2017 03:01 ::

Trata-se de um fato que ocorreu na Revolução Francesa. Um fato que influenciará, de forma decisiva, nossas ideias de liberdade. Ele ocorre em um asilo para loucos em Bicêtre, na periferia de Paris. Leia mais (06/02/2017 – 02h00)

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Governar é atirar e demolir

:: Vladimir Safatle em 26/05/2017 03:24 ::

A quarta-feira passada entrará para a história do Brasil, entre outras coisas, por dois fatos. Dia 24 de maio de 2017 foi o primeiro dia, desde o fim da ditadura militar, em que o governo ordenou à polícia abrir fogo contra manifestantes em Brasília. Um manifestante foi encaminhado a um hospital por ferimento a bala. Leia mais (05/26/2017 – 02h35)

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O povo pode desfazer as leis que ele mesmo fez e destituir instituições

:: Vladimir Safatle em 19/05/2017 03:13 ::

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Devemos obedecer a um governo ilegítimo? Devemos aceitar ordens de quem, de forma explícita, se mostra capaz de servir-se do governo para impedir o funcionamento da Justiça ou para fazer passar leis que contrariam abertamente a vontade da maioria? Essas perguntas devem ser lembradas neste momento. Pois a adesão pontual do povo a seu governo não se dá devido à exigência da lei, mas devido à capacidade dos membros do governo de respeitarem a vontade geral. Leia mais (05/19/2017 – 02h01)

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Devemos obedecer a um governo ilegítimo?

:: Vladimir Safatle em 18/05/2017 12:03 ::

Devemos obedecer a um governo ilegítimo? Devemos aceitar ordens de quem, de forma explícita, se mostra capaz de servir-se do governo para impedir o funcionamento da Justiça ou para fazer passar leis que contrariam abertamente a vontade da maioria? Estas perguntas devem ser lembradas neste momento. Pois a adesão pontual do povo a seu governo não se dá devido à exigência da lei, mas devido a capacidade dos membros do governo respeitarem a vontade geral. Leia mais (05/18/2017 – 11h18)

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A emergência do infinito

:: Vladimir Safatle em 12/05/2017 03:40 ::

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“Toda nossa época, quer seja pela lógica ou pela epistemologia, quer seja por meio de Marx ou de Nietzsche, tenta escapar de Hegel (…) Mas realmente escapar de Hegel supõe apreciar de maneira exata quanto custa se desvincular dele; supõe saber até onde Hegel, talvez de maneira insidiosa, aproximou-se de nós; supõe saber o que é ainda hegeliano naquilo que nos permite pensar contra Hegel e medir em que nosso recurso contra ele é ainda uma astúcia que ele mesmo nos opõe e ao final da qual ele mesmo nos espera, imóvel”. Leia mais (05/12/2017 – 02h50)

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Movimentos aberrantes

:: Vladimir Safatle em 05/05/2017 03:45 ::

“Os livros que são exemplares para nós foram, inicialmente, não livros, narrativas erráticas, monstros sem coluna vertebral”. É com afirmações dessa natureza que se inicia “O Fio Perdido: Ensaios sobre a Ficção Moderna”, de Jacques Rancière (Martins Fontes, R$ 39, 152 págs). Lançado em 2013, o livro recebe agora edição brasileira. Seu autor, um dos principais filósofos da atualidade, segue há anos de forma extensiva um projeto singular, a saber, expor as relações entre emancipação social e modificações nas estruturas da sensibilidade, ou ainda, modificações naquilo que o filósofo chama de “partilha do sensível”. Leia mais (05/05/2017 – 02h20)

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Quando é hora de parar

:: Vladimir Safatle em 28/04/2017 04:03 ::

Segundo pesquisa recente feita pela consultoria Ipsos, 92% das brasileiras e brasileiros acreditam que o país está no rumo errado. No entanto, para quem ocupa atualmente o poder, estas pessoas não contam, a opinião delas é irrelevante. Para eles, a maioria absoluta da população brasileira deve ser tratada como crianças que se recusam a tomar “um remédio amargo” que, no entanto, seria necessário. Isto fica ainda mais evidente quando somos obrigados a ouvir alguns “analistas” a dizer que o governo deveria aproveitar a oportunidade de sua alta taxa de rejeição e impopularidade e “fazer as reformas de que o Brasil tanto precisa”. Leia mais (04/28/2017 – 02h28)

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